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Acervo Otávio Roth

sobre
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Sobre

Desde 2016, o Acervo Otávio Roth (AcOR) desenvolve projetos culturais e educativos voltados à promoção dos direitos humanos, dos princípios da sustentabilidade, da criação colaborativa e do fazer artesanal.

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Seu portfólio inclui a curadoria de exposições realizadas em instituições como o Centro Cultural Banco do Brasil (BSB), o Centro Cultural dos Correios (RJ) e unidades do Sesc SP (capital e interior), além de exposições virtuais no Google Arts & Culture.

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O AcOR também promove ações culturais em escolas, sensibilizações e formações para  docentes em todas as regiões do Brasil, tendo trabalhado em parceria com Secretarias Estaduais e Municipais de Educação em 15 estados brasileiros e beneficiado estudantes em mais de 200 municípios.​

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Legado

Otávio Roth (1952-1993) foi um artista visual, papeleiro, pesquisador, curador e escritor brasileiro, precursor na pesquisa e produção de papel artesanal e na proposição de instalações de arte participativa no Brasil. 

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Ao longo de duas décadas de carreira, participou de mais de 130 exposições em 15 países. No Brasil, expôs em  instituições como MASP, MAM-SP, MAC-USP, MAM-RJ e MNBA.

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Criou a primeira versão ilustrada da Declaração Universal dos Direitos Humanos (1978), hoje presente nas sedes da Organização das Nações Unidas  em Nova Iorque, Genebra e Viena, e desenvolveu projetos em parceria com a ONU e a Anistia Internacional. 

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Autor de 12 livros e vencedor de quatro Prêmios APCA, dois Jabutis e do Prêmio Monteiro Lobato, faleceu em 1993, aos 40 anos. Conheça seu portfólio aqui.

legado

Cultura

curadoria
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Exposição

“A Árvore: Biomas Brasileiros”

Previsão 2027

Com previsão de realização em 2027, a exposição apresenta ao público paulistano uma montagem inédita de A Árvore, instalação tridimensional idealizada pelo artista visual Otávio Roth em 1990, na Escola Internacional das Nações Unidas, em Nova York. Com mais de 700 m², a obra é composta por desenhos realizados por crianças e adolescentes de mais de 70 nacionalidades, formando uma experiência coletiva que simboliza a união das novas gerações em torno de um futuro comum.


A exposição inclui ainda o eixo “Vozes dos territórios”, com painéis, fotografias e vídeos que apresentam o contexto das crianças e adolescentes envolvidos na itinerância educativa do projeto pelo Brasil. Entre 2022 e 2025, mais de 154 mil estudantes participaram da iniciativa, incluindo comunidades indígenas, quilombolas, rurais, urbanas, das águas e unidades do sistema prisional. Ao reunir arte, educação e diferentes experiências territoriais, a exposição propõe uma reflexão sobre diversidade, cidadania, direitos humanos e preservação ambiental.

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Exposição

“Human Family: Works on Paper by Otávio Roth”

Kean University, New Jersey, EUA, 2026

A exposição Human Family: Works on Paper by Otávio Roth, organizada pela Kean University Galleries and Collection em parceria com o Human Rights Institute e em colaboração com o Acervo Otávio Roth, apresenta trabalhos que relacionam arte, direitos humanos e educação. Realizada no contexto das comemorações dos 250 anos da Declaração de Independência dos Estados Unidos, a mostra parte da ideia de uma “família humana” plural e dos princípios estabelecidos pela Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), de 1948.


Em cartaz de setembro a dezembro de 2026, a exposição reúne obras do artista visual Otávio Roth, incluindo 30 xilogravuras correspondentes aos artigos da DUDH, fotografias documentais e um fragmento da instalação itinerante participativa A Árvore (The Tree).

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Exposição

“Os Direitos Humanos como arte: Obras em papel de Otávio Roth”

Google Arts & Culture, desde 2020

A exposição digital Os Direitos Humanos como arte: Obras em papel de Otávio Roth apresenta a interpretação visual de Otávio Roth para os 30 artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), aproximando o conteúdo do documento de públicos diversos por meio da arte. A mostra reúne um conjunto de obras produzidas em pulp painting e guache, acompanhadas de textos sobre a origem e o significado de cada um dos artigos da DUDH. Ao articular a fruição das obras com informações históricas e contextuais, a exposição proporciona uma experiência imersiva que convida o público a conhecer e refletir sobre os princípios fundamentais do documento de forma sensível.


Lançada em 10 de dezembro de 2020, no Dia Internacional dos Direitos Humanos, a exposição foi concebida em um momento marcado pela pandemia de COVID-19, contexto que conferiu especial relevância à reflexão sobre solidariedade, diálogo e defesa dos direitos humanos diante da crise sanitária e do aprofundamento
das desigualdades. 


A iniciativa resultou de uma colaboração entre o Acervo Otávio Roth e o Instituto Vladimir Herzog.

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Exposição

“The Universal Declaration of Human Rights by Otávio Roth”

Google Arts & Culture, desde 2020

A exposição digital The Universal Declaration of Human Rights by Otávio Roth reúne 30 xilogravuras sobre papel artesanal produzidas originalmente por Roth em 1978, cujos exemplares originais encontram-se em exposição permanente nas sedes das Nações Unidas em Nova York, Genebra e Viena.

 
Na plataforma Google Arts & Culture, as obras são apresentadas em uma experiência imersiva, acompanhadas de conteúdos sobre a origem, o significado e a importância dos direitos afirmados na DUDH, com textos cedidos pelo Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio). Ao articular a fruição artística com informações históricas e contextuais, a exposição convida o público a conhecer e refletir sobre os princípios fundamentais da Declaração por meio da linguagem visual.


Lançada em 10 de dezembro de 2020, no Dia Internacional dos Direitos Humanos, a exposição foi concebida em um momento marcado pela pandemia de COVID-19, contexto que conferiu especial relevância à reflexão sobre solidariedade, diálogo e defesa dos direitos humanos diante da crise sanitária e do aprofundamento das desigualdades. A exposição foi lançada internacionalmente e simultaneamente em português, inglês e francês, buscando alcançar um público amplo e plural. 


A iniciativa resultou de uma colaboração entre o Acervo Otávio Roth e o Instituto Vladimir Herzog, com apoio do Consulado Geral do Canadá em São Paulo, e teve seu lançamento internacional marcado por uma saudação de Michelle Bachelet, então Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

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Exposição

“Para Respirar Liberdade”

Sesc SP, capital e interior, 2018-2020

Realizada entre 2018 e 2020, em unidades do Sesc SP na capital e no interior, a exposição itinerante Para Respirar Liberdade foi concebida no âmbito das celebrações dos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, como uma realização do Sesc São Paulo, em parceria com o Acervo Otávio Roth e o Instituto Vladimir Herzog.


A mostra propôs uma reflexão sobre os princípios da Declaração e sobre a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, destacando valores como autonomia, solidariedade, respeito e dignidade humana. De caráter educativo e participativo, incorporou atividades colaborativas e ações de mediação que ampliaram as possibilidades de interação e sensibilização de públicos de diferentes idades e formações. Ao criar espaços de encontro, escuta e diálogo, a iniciativa reforçou o papel da cultura e da educação na reflexão crítica sobre os direitos humanos e no fortalecimento do compromisso coletivo com sua defesa.​

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Exposição

“Setenta Anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos com xilogravuras de Otávio Roth”

Centro Cultural dos Correios, Rio de Janeiro, 2018

Realizada entre agosto e setembro de 2018, no Centro Cultural Correios, no Rio de Janeiro, a exposição Setenta Anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos com xilogravuras de Otávio Roth celebrou os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos por meio da série de xilogravuras em que o artista interpreta visualmente seus 30 artigos. 


Promovida pela ONU Brasil, em parceria com o Centro Cultural Correios e o Acervo Otávio Roth, a mostra recebeu mais de 36 mil visitantes e contou com uma intensa programação educativa, ampliada por debates e atividades realizados em parceria com as missões diplomáticas da Argélia, Bélgica, Canadá, França, México, Reino Unido e Suíça. A programação abordou temas contemporâneos relacionados aos direitos humanos, como a participação das mulheres na política e na educação, os direitos da população LGBTI e os direitos dos migrantes, além de uma oficina para adolescentes, que reinterpretaram os artigos da Declaração por meio de pinturas sobre azulejos. Ao articular arte, educação e diálogo internacional, a exposição reafirmou a atualidade dos princípios da Declaração e ampliou o espaço de reflexão sobre sua importância para a construção de uma sociedade mais justa e plural.

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Exposição

“Otávio Roth: A arte do papel”

Centro Cultural Banco do Brasil, Brasília, 2016

Realizada entre setembro e outubro de 2016, no Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília, a exposição Otávio Roth: A arte do papel apresentou uma breve retrospectiva da produção do artista com papel artesanal, reunindo experimentações realizadas nos anos 1980, obras em pulp painting, a instalação Peninhas e a série de xilogravuras da Declaração Universal dos Direitos Humanos. A mostra foi fruto de uma parceria entre o CCBB, a Universidade de Brasília (UnB) e a International Association of Hand Papermakers and Paper Artists (IAPMA). Por ocasião da exposição, foi publicado o catálogo Otávio Roth: Recortes de um Percurso Artístico, distribuído a instituições culturais e de ensino de diversas regiões do país e aos membros da IAPMA.


A exposição integrou a programação relacionada ao 30º Congresso Internacional da IAPMA, realizado pela primeira vez na América Latina, na Universidade de Brasília, em agosto de 2016. Primeiro associado latino-americano da organização, Roth foi escolhido como patrono do congresso em reconhecimento à contribuição pioneira de sua obra para a pesquisa e a produção artística em papel no Brasil. Na ocasião, Isabel Roth, curadora do Acervo, participou da abertura do evento, apresentando a trajetória do artista e sua contribuição para o campo.

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Educação

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Projeto

“Registro de Breves Histórias”

Escolas das redes públicas de ensino do Amapá, Camaçari (BA), Rio Grande do Sul e Rondônia, 2026

Inspirado na instalação Janela Indiscreta (1990), em que Otávio Roth transforma bilhetes, fotografias e pequenos fragmentos de seu cotidiano em uma narrativa visual que revela apenas aquilo que escolhe mostrar, o projeto Registro de Breves Histórias, concebido pelo Acervo Otávio Roth em parceria com a Fundação Abrinq, parte de uma reflexão sobre intencionalidade, privacidade e construção da identidade para abordar os desafios contemporâneos da adolescência. A obra, que convida o observador a olhar “além” sem expor o íntimo de forma gratuita, inspira uma abordagem educativa que contrapõe a lógica da superexposição nas redes sociais e o desejo de inserção social ao exercício consciente da expressão individual e criativa de cada adolescente.


A partir desse eixo conceitual, o projeto oferece formação a professores de redes públicas de ensino, reunindo referências sobre o uso e a influência das redes sociais na formação de adolescentes e jovens, educação midiática, violência nas escolas, práticas pedagógicas acolhedoras e ambientes protegidos de experimentação. A proposta apoia os educadores na criação de atividades que promovam autopercepção, empatia e expressão responsável entre jovens de 13 a 17 anos, integrando linguagens artísticas, cidadania digital e competências socioemocionais e fortalecendo práticas educativas que valorizem narrativas autênticas, éticas e criativas.

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Projeto

“Coisinhas à Toa que Deixam Nossas Crianças Felizes”

Escolas das redes públicas de ensino do Araquari (SC), Camaçari (BA), Herveiras (RS), Palmas (TO), Sinimbu (RS) e Sobral (CE), 2026

A partir dos versos sensíveis e bem‑humorados da coleção Coisinhas à Toa que Deixam a Gente Feliz, de Otávio Roth e Ruth Rocha, o Acervo Otávio Roth, em parceria com a Fundação Abrinq, desenvolveu uma formação voltada a professores de redes municipais de ensino em todo o país. A iniciativa propõe um olhar atento e afetivo sobre a infância, apoiando educadores na criação de atividades que promovam letramento, expressão visual e convivência empática entre crianças de 3 a 7 anos, sempre ancoradas em práticas de arte‑educação e no desenvolvimento socioemocional.


O projeto reúne referencial teórico e orientações para fortalecer práticas educativas sensíveis, criativas e cooperativas. Como culminância da sensibilização, as crianças criam suas próprias coleções de “pequenas alegrias”, como vivências, pequenos objetos, desenhos e versos produzidos em sala de aula, posteriormente reunidas em um museu virtual que celebra a diversidade das infâncias brasileiras e compõe um mapa visual coletivo das diferentes realidades e experiências presentes no país.

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Workshop

“Mural Cívico”

Escola Lourenço Castanho, 2025

Inspirada nas grandes instalações colaborativas de Otávio Roth, especialmente no Mural Cívico (1988) - obra participativa criada com a contribuição de mais de cinco mil pessoas para celebrar a promulgação da Constituição Federal e hoje em exposição permanente no Congresso Nacional-, a Escola Lourenço Castanho convidou o Acervo Otávio Roth a realizar um workshop de sensibilização com seus docentes. Cerca de 200 professores participaram de palestras e atividades práticas sobre os princípios da arte participativa, refletindo sobre como processos coletivos podem estimular a criatividade, a reflexão cidadã e o engajamento comunitário no contexto da Educação Infantil e do Ensino Fundamental.


Ao longo de um mês, os docentes desenvolveram com seus alunos peças inspiradas no Mural Cívico, envolvendo também as famílias na construção da obra coletiva. O resultado foi uma instalação que, ao reverenciar a pesquisa e a prática de Roth, incorporou ao cotidiano escolar valores como colaboração, autoria compartilhada e experimentação artística. A experiência reafirmou, assim, a arte como instrumento de educação coletiva, memória e participação social, fortalecendo os vínculos entre crianças, professores, famílias e comunidade.

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Projeto

“A Árvore: Biomas Brasileiros”

Itinerância Nacional, 2022-2025

Itinerância educativa realizada em parceria com a Fundação Abrinq e com Secretarias Municipais e Estaduais de Educação de todas as regiões do Brasil, voltada à sensibilização de professores para temas como direitos humanos, sustentabilidade e cultura de paz, além de incentivar o desenvolvimento de atividades culturais nas escolas.


A iniciativa oferece, ao longo de um ano letivo em cada território, uma trilha formativa composta por encontros síncronos e assíncronos, conteúdos, metodologias participativas e materiais pedagógicos que orientam e apoiam os educadores no desenvolvimento de atividades em sala de aula. A proposta estimula práticas de arte-educação, pensamento crítico e protagonismo estudantil, ampliando a capacidade dos alunos de refletir sobre seus territórios e imaginar futuros possíveis.


Ao longo do percurso, os educadores são convidados a desenvolver experiências artístico-pedagógicas que valorizam a escuta, a expressão e o vínculo entre escola e comunidade. Como parte desse processo, os estudantes produzem suas próprias “folhinhas”, registrando em desenhos seus sonhos e ideias. As produções integram tanto árvores montadas nas próprias escolas quanto a instalação itinerante de arte participativa A Árvore, inserindo os estudantes como coautores da obra idealizada por Otávio Roth na Escola Internacional das Nações Unidas, em 1990.

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Formações

“A Árvore”

2016- 2020

Entre 2016 e 2020, o Acervo Otávio Roth promoveu um conjunto de oficinas, formações e ações de sensibilização em escolas, centros culturais e fundações de diferentes regiões do Brasil. Ao todo, as iniciativas sensibilizaram mais de mil educadores e mobilizaram mais de 60 mil crianças e adolescentes em cidades do Ceará, Goiás, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins, fortalecendo práticas de arte-educação, colaboração e expressão criativa.


As ações foram realizadas em parceria com diferentes instituições, incluindo unidades ligadas à Fundação Raízen, em São Paulo e Goiás; a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, envolvendo coordenadores e educadores de 20 unidades CEU; e as equipes do Projeto Curumim do Sesc SP, com formação de mediadores para as oficinas do projeto A Árvore. O Sesc SP também apoiou formações desenvolvidas em colaboração com as Secretarias Municipais de Educação de Jundiaí e Bauru. Esse conjunto de iniciativas contribuiu para ampliar a presença da instalação itinerante A Árvore no território brasileiro e consolidar seu caráter participativo, reafirmando a arte como instrumento de encontro, escuta e construção coletiva.

Memória

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O Acervo Otávio Roth (AcOR) foi fundado para preservar e difundir a memória e a obra do artista visual brasileiro Otávio Roth (1952–1993). Grande parte dos recursos gerados por seus projetos educativos e culturais é destinada à conservação das coleções, ao restauro de obras e à organização, documentação e pesquisa dos acervos artístico e documental.


Entre 2016 e 2026, esse trabalho resultou na conservação de 60 obras, no restauro de outras 30 e na digitalização e tratamento de mais de 100 peças, além da higienização, organização e acondicionamento de cartas, documentos, slides e fotografias. A frente de restauro contempla obras de Roth e de outros artistas contemporâneos presentes na coleção, como Amilcar de Castro, Bob Nugent, Esther Grinspun, Gonçalo Ivo, Nelson Félix e Ubirajara Ribeiro, com intervenções voltadas à preservação das características originais e à longevidade dos materiais.

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​Para garantir condições adequadas de preservação, o AcOR também investiu em mobiliário especializado e adequações estruturais da reserva técnica, incluindo a construção de 96 m² de forro em madeira para isolamento térmico e controle de umidade. O acervo reúne obras em tela e papel, objetos tridimensionais, biblioteca, videoteca, fotografias, diapositivos e hemeroteca, cuja catalogação e documentação são acompanhadas por pesquisas e levantamentos que subsidiam a curadoria e a produção de catálogos temáticos sobre a trajetória e a obra de Otávio Roth.

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